Trabalhos

iBEED

2022-2023 · Web3

A iBEED nasceu em 2022 da minha curiosidade sobre blockchain e virou uma comunidade e academy dedicada a estudar tecnologias como NFTs, DeFi, DAOs e web3 com profundidade, longe da especulação. Fundei e toquei o projeto sozinho, depois com um sócio, até encerrar em 2023.

Função
Fundador e Head de Estratégia e Operações
Resultado
+600 membros, 3 bootcamps e 1.555 NFTs emitidos

Contexto

Em 2019 comprei Bitcoin pela primeira vez, mais pela novidade do que por entender o que era. Com o tempo veio a pergunta: por que isso existe? Ela me levou ao blockchain e depois ao Ethereum, e ficou claro que cripto era só a porta de entrada para algo maior: novas formas de propriedade digital, novas infraestruturas, novos modelos de governança. Na época, quase todo conteúdo sobre o assunto girava em torno de especulação, promessas irreais e golpes. Faltava espaço para estudar a essência e a utilidade real dessas tecnologias. A iBEED nasceu em 2022 para preencher esse espaço.

O que eu fiz

Fundei a iBEED em março de 2022, e comecei pelo YouTube, gravando vídeos sobre blockchain, NFTs, web3, autocustódia e segurança on-chain. Os vídeos deram origem a uma comunidade no Discord, que estruturei do zero: canais, cargos, bots, token gating e integrações com NFT, onde batemos mais de 600 membros de forma totalmente orgânica, um número baixo, mas com pessoas totalmente engajadas. Criei encontros semanais às segundas-feiras, convidando especialistas e mediando as conversas para conectar cada tema ao que a comunidade já sabia.

Lancei sozinho a primeira coleção de NFT, a iBEED Genesis, usada como cartão de membro. Um sócio desenvolvedor entrou depois para tocar o desenvolvimento da nossa plataforma educacional própria, integrada ao ecossistema blockchain: em vez de e-mail e senha, o login era feito por carteiras de autocustódia (MetaMask, Ledger etc.), e os NFTs funcionavam como chave de acesso.

Detalhe

Quatro peças desse ciclo merecem um destaque à parte.

Os Beeders eram tokens de participação inspirados em POAPs: cada encontro, call ou marco da comunidade virava uma coleção própria, registrando quem esteve presente e reconhecendo os membros mais engajados.

Mosaico da coleção Beeder na OpenSea

Fontes: coleção Beeder na OpenSea; post no X de quando lançamos.

O iBEED Auditório era o nosso espaço de eventos ao vivo, no estilo Zoom, mas com o NFT funcionando como chave de acesso: só entrava quem tinha o token certo na carteira.

Tela do iBEED Auditório aberta em um notebook

Fontes: post no X mostrando a plataforma com token gating em funcionamento.

Os três bootcamps (Discord, arte generativa e Solidity) uniram ensino técnico e blockchain de ponta a ponta: inscrição e certificado de conclusão, tudo em NFT. No de Solidity, o professor foi o Felipe Fatique, meu sócio técnico, com domínio sólido da linguagem. No de arte generativa, o Fatique também montou o script que embaralhava as combinações de peças da coleção, enquanto o artista Atlan Coelho criou cada elemento dos personagens: corpo, cabelo, olhos, acessórios, pele, roupa. Já no bootcamp de Discord, fui eu quem deu aula, mostrando como estruturar um canal do zero: canais, cargos, permissões, gamificação da comunidade e integração com NFTs.

Certificado em NFT do bootcamp de Solidity

Fontes: certificados do bootcamp de Solidity; revelação dos PFPs do bootcamp de arte generativa; prova do bootcamp de Discord.

As calls semanais também trouxeram nomes de peso do ecossistema: João Ferreira (fundador da Picnic), Alexandre Senra (Procurador da República), Jean Hansen (fundador da Ipê City), Castaneda (fundador da CastaCrypto), Tim Balabuch (fundador da PFP Supply Co), João Kury, Guilherme Riba (pesquisador na Paradigma Education), Daniela Zschaber (Business Development na ChainstackHQ) e Victor Cioffi (fundador da Nora Finance), entre muitas outras pessoas incríveis.

Resultado

Ao longo de dois anos, a iBEED reuniu mais de 600 membros na comunidade de forma totalmente orgânica, sem investimento em mídia paga. Foram 3 bootcamps completos, 12 coleções de NFT emitidas e mais de 1.555 NFTs no total, entre chaves de acesso, certificados e tokens de participação. O canal no YouTube somou 33 mil visualizações, 1,8 mil horas de exibição e mais de 675 inscritos, números que seguiram crescendo mesmo depois do encerramento do projeto, sem nenhuma ação nova.

Encerrei a iBEED no fim de 2023, quando sustentar a proposta original (estudar a essência da tecnologia, longe da especulação) passou a exigir uma estrutura difícil de manter. Mas o projeto me tirou do lugar de observador e me colocou no lugar de quem constrói: aprendi a gravar vídeo, organizar eventos ao vivo, comunicar ideias complexas com clareza e sustentar uma comunidade, na prática, errando e testando em público.

Fontes e leituras extras